TRANSTORNO ALIMENTAR
As causas da doença podem ser as mais variadas, desde genéticas até psicológicas. A anorexia nervosa - perda de apetite ou recusa de se alimentar por razões nervosas - geralmente acomete meninas que se sentem insatisfeitas com seu próprio corpo, considerando-se gordas mesmo estando abaixo do peso normal. A doença é mais freqüente em classes sociais mais elevadas, surgindo após uma dieta alimentar (45% dos casos) ou por uma situação competitiva (40%). Algumas profissões são consideradas de risco, pois relacionam a magreza ao sucesso: é o caso das bailarinas e das modelos.
O desenvolvimento da doença também pode se dar a partir de uma alteração psicológica devido a uma situação estressante, como a perda de um ente querido, rompimento conjugal, adaptação profissional ruim, relacionamento complicado com a mãe, entre outros.
A perda de peso nas pessoas anoréxicas ocorre geralmente através da redução da alimentação, limitada a frutas e verduras e por vezes chegando a um jejum total. Nos casos mais graves são adotados métodos adicionais de perda de peso, como a auto-indução de vômito, o uso indevido de laxantes ou diuréticos e a prática de exercícios excessivos.
Quando seriamente abaixo do peso, muitas pessoas apresentam sintomas depressivos como insônia, irritabilidade e perda do desejo sexual. No corpo as mudanças são facilmente percebidas: os cabelos ficam fracos, as unhas quebradiças, a pele seca e as extremidades do corpo geralmente ficam frias. Exames médicos podem indicar queda na pressão arterial, arritmias cardíacas, hipotermia, supressão da menstruação, intestino preso e diminuição na secreção de vários hormônios. Nos casos mais sérios as alterações orgânicas e metabólicas, devido à subnutrição, podem levar à morte. Estima-se que cerca de 10% das pacientes com anorexia nervosa vêm a falecer.
A primeira dificuldade do tratamento é convencer a pessoa anoréxica de que ela precisa de ajuda. Geralmente esses pacientes não têm consciência da gravidade do caso, e a idéia de ganhar peso lhes causa horror. A família deve tentar compreender a situação e fazer com que o ambiente se torne agradável ao paciente, ao invés de simplesmente obrigá-lo a comer. Os primeiros passos para a cura podem ser dados por um médico generalista ou um pediatra, acompanhado por um psicólogo que tentará modificar as idéias do paciente sobre seu corpo e alimentação. O médico deverá encorajar hábitos alimentares normais e metas para ganho de peso, sem que este seja o único foco do tratamento.
Se uma internação se tornar necessária, é feita uma dieta hipercalórica, correção de alterações metabólicas e utilização de antidepressivos, geralmente que tenham como efeito colateral o estímulo do apetite. Algumas pessoas recuperam-se completamente após um único episódio, mas na maioria dos casos as recaídas são freqüentes e um acompanhamento psicológico contínuo faz-se necessário.
Após o reestabelecimento do peso ideal, o paciente deverá manter uma alimentação saudável e equilibrada, ingerindo um mínimo de 1200 calorias por dia, distribuídas entre carboidratos, proteínas, frutas e legumes.
Matéria do site: http://www.sissaude.com.br/sissaude/inicial.php?case=2&idnot=430

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